segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Sexo, drogas e rock'n roll

SEGUNDA-FEIRA - Noite
Di, desculpa a ausência, mas o fim de semana foi caótico e não consegui parar para organizar as idéias.
Será que devo continuar daonde parei ou simplesmente deixar registradas aqui minhas impressões? Eu sei, eu que tenho q decidir esse aspecto. Vamos lá então.

Fiz muito sexo neste final de semana, só não fiz mais porque refuguei. Fugi das relações do meu mundo B. Mas assim mesmo fui assediada e não recusei.

Apesar de estar sexualmente satisfeita, me sinto vazia. O silêncio imposto. A saudade do corpo amado, me faziam criar paralelos, e nem sempre meus parceiros se sairam vitoriosos.

André, é um amigo de mais de 4 anos, a mais de 1 não nos víamos. Estava cheia de tesão e nem o banho conseguiu arrefecer. Vim escrever mais um pouquinho e ele me chama no bate papo. Veio me visitar. Conseguiu me dominar, fez tudo que eu gostava, me possui e me submeteu as suas vontades. Gozei como uma cadela, fiquei com minha bunda marcada das palmadas, mas quem conhece um dono natural, parece que qualquer outro é uma cópia mal feita, borrada e que em vez de saciar, só deixa a vontade maior.

Mick me deixou maluca, nos divertimos como duas crianças na chuva de verão. Ele é sempre uma ótima cia, e o sexo sempre rolou naturalmente, também a mais de um ano não nos víamos e o reencontro foi expontâneo. Comentei sobre um show que eu queria ir e ele prontamente me convidou. Depois do show um barzinho. Bebemos muito essa noite, fumamos um baseado e nem chegamos no apartamento, pois na garagem ele já me pegou, enlouquecido de saudade, me colocou sobre o capô do carro e lá mesmo começamos, subi ao apartamento nua e transamos até amanhecer!

Passei o fim de semana pensando nessa insatisfação que teimava em me perseguir e resolvi procurar o Dr. Danilo. Liguei e marcamos a consulta para hoje mesmo. Não sabia nem por onde começar, mas sentia que precisava dar esse primeiro passo.

De jeans e camiseta e jovem médico me recebeu com um sorriso nos lábios e uma curiosidade nos olhos.
Sentada no confortável sofá perguntei:
- Por onde devo começar? Visto que dor de amor não é doença psicológica....
- O amor não, mas a forma que você lida com ele, sim.
- Então tenho que contar sobre o amor? e como o sinto? e o que me dói?
- É um bom começo menina!
Sorrio diante do menina, e tento pegar a ponta do novelo das lembranças.
Não me sinto confortável com a situação e não consigo esboçar nenhuma palavra.
Dr. Danilo percebe meu desconforto e sugere:
- Quem sabes escreves uma carta para o seu amor?
Aceito o desafio, escrever nunca foi problema para mim.

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