quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Depois



Quando penso em nós dois
Deixo tudo pra depois
Quando penso em nós três
Fica pra outra vez

TERÇA-FEIRA - Madrugada

Di, voltei! O calor e a mente não me deixam dormir.
Depois de mais um banho e um cigarro, resolvi ligar para o número do cartão que se encontrava preso ao espelho em frente a minha cama. ( Me chamo Antonio, aquela voz grave estava gravada na memória. Queria ouvir novamente. ) Disquei pausadamente.

9*1*2*3*

No terceiro chamado a voz responde: Boa Noite ....

Fico muda, estática, nua sobre a cama, parecia que levara um choque. Diante do vácuo a voz torna a romper:

- Pronto? Justine ?

Diante do susto de ser pega em flagrante, derrubo a ligação, com o coração aos pulos. Para em seguida sorrir, feliz por ele também ter pensado em mim.

Outro susto, o celular toca e me tira do devaneio, era ele. Uma vez vi num filme que a mulher só deveria atender ao décimo toque. Mostrava persistência, uma qualidade que eu admiro num homem. 10º toque...

- Olá ... com um ar despretensioso.
- Justine, quero que você deixe a chave do seu apartamento na portaria do seu prédio, deixe com o porteiro. Estarei aí em 1hora, se não encontrar a chave, nosso contato se encerra por aqui. Até mais tarde. E desligou.

Que absurdo !
Que louco ! Que Sem noção !
Não posso crer !

....

Que voz ! 
Que beijo ! Que tesão ! 
Eu quero esse homem !

Meu coração se antes estava aos pulos, agora queria saltar fora de mim. Salto da cama desnorteada. Meu endereço. Ele não sabe meu endereço. Respiro aliviada. Foi uma pegadinha, pensei.

Em 15 minutos eu já tinha a resposta. Vesti meu quimono e desçi até a portaria com a cópia da chave dentro de um pequeno envelope vermelho.

- Seu Mário, meu primo está chegando à cidade, ele vai pegar esse envelope. Confira as informações desse cartão, entregando o cartão que Antonio lhe dera. Se ele quiser subir, pode permitir a entrada.

- Sim, Sra Justine. Boa Noite.
Seu olhar não escondeu a admiração. Meu quimono era de seda verde escuro, com brilhantes bordados japoneses, que envolvia meu corpo. Ruborizei e sorri pro Seu Mário, rodopiei e voltei correndo pelas escadas. Excitava do jeito que estava, esse exercício iria me acalmar.

- Coloquei uma música, peguei uma taça de vinho branco e deitei na cama. Imagens e fantasias vinham a minha cabeça. Resolvi pegar meu livro para acalmar a mente. A probabilidade de que minhas expectativas se realizassem era 1 em 1milhão.

A 1hora já se transformara em 1h15, o efeito do vinho e da leitura teimavam em fechar meus olhos, cedi ao sono.

Acordo com duas siluetas masculinas no meu quarto, uma ao meu lado e outro aos pés da minha cama. Tremo e quando abro a boca para gritar uma mão forte e quente evita o som, a voz ao meu ouvido sussurra.

- Quietinha Justine, relaxa, hoje te faremos a mulher mais realizada do mundo. Abra as pernas!

- Antonio, me chamo Antonio, vem na minha mente a lembrança dessas palavras, em seguida sinto duas bocas. A de Antonio na minha e a do outro homem na minha buceta.

Com a mão livre, Antonio aperta meus seios, brinca com meus mamilos, explora meu ventre, e insinua seus dedos no meu clitóris. A outra boca explora meus buracos, enfia-se entre minhas pernas, lambe até chegar no cuzinho. O beijo grego, o dedo pressionando meu clitóris e o beijo de Antonio, produziram um gozo agoniado e longo, mordi o lábio dele. Agarrada pelos cabelos, nossas bocas se separam e ele conduz a minha para o seu pau. Lá embaixo o outro lambia meu gozo quente e doce, a cama enxarcada não deixava dúvidas do prazer que senti. Lambi e chupei aquele pau como nunca chupara, devorei cada veia que pulsava, a glande grande bem desenhei com a ponta da minha língua, os baixos gemidos de Antonio me disseram que eu estava no caminho certo. Ele se abaixa e fala no meu ouvido

- Que bela puta eu encontrei, hein Justine? Uma puta sedenta. Vira de quatro para mim, quero foder essa sua bunda linda.
Ainda agarrado ao meu cabelo ele me vira para que eu fique de frente para o outro, que se encontra de pau duro a espera.

- Chupe ele!
Ao mesmo tempo que recebo o outro na minha boca, minha buceta é preenchida, sinto a maciez do pau, na minha gruta bem molhada, me dá uma moleza nos joelhos que faz com que eu me arreie um pouco e o pau saia de dentro de mim, causando um vácuo que é acompanhado de uma palmada forte na minha bunda.

- Cadela ! Enfiando de novo, forte até o fundo, segurando meu quadril para que não se mexesse. O outro gemia fodendo a minha boca. Antonio alternava estocadas fortes e rápidas, com outras mais lentas, quando puxava meus cabelos para que minha cabeça chegasse perto de si para sussurrar coisas em meu ouvido. Gozei 2, 3 ... 5 vezes, perdi as contas e no fim das contas a sensação do prazer que senti não tem conta que resolva.

Me alternei entre os homens, sempre acolhendo seus paus em algum cantinho quente e molhado do meu corpo. E como que sincronizados, ao me deitarem na cama, gozaram sobre meu corpo. Antonio no meu monte de venus, o outro sobre meus peitos. 

Arriamo-nos os 3, cada um ao meu lado, Antonio segurou minha mão, a trouxe aos lábios e a beijou. Mandou o outro tomar um banho e ir embora. 
Me aconchegou num abraço que durou até a manhã.

Quando acordei estava sozinha na cama, meu cerébro começou a processar uma lembrança, talvez um sonho, um delírio...

Me espreguicei, meu corpo estava deliciosamente dolorido. Olhei ao redor procurando alguma evidência de que não fora somente um sonho com o homem da sex shopp.
- Antonio, me chamo Antonio

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Slave for love


“Na saúde e na doença. Na saudade e na presença. O amor é menos do que é e mais do que você pensa.”
— Eu me chamo Antônio

When i was your man

Carta ao meu amor

Apesar de teres deixado bem claro, por palavras, que não me amava e que não queria estar num relacionamento comigo, continuei amando.

Para mim não interessava se você era casado, se tinha poucas horas para desfrutar comigo, só me interessava os momentos que tínhamos juntos e meu desejo de ser teu oásis no meio do caos.

Estar contigo era uma felicidade plena, deitar contigo, te provocar, fazer nosso sexo tão peculiar e orgástico me bastava. Mas você não entendeu assim.

Sempre tentei preservar teu nome, nossos momentos e a vida em comum que tivemos. E ve-lo me acusando de algo que não fiz, doeu demais. Você deveria me conhecer melhor, vivemos um ano inteirinho juntos, não teve um dia sequer que um não tivesse notícias do outro, foram exatamente 357 dias de cumplicidade, de entrega.

Nunca te testaria, te enviando outra mulher, nunca passaria informações sobre você a qualquer pessoa. Doeu muito ouvi-lo me acusando, doeu muito o silêncio que você determinou. Doeu, doeu. Mesmo que você fosse com qual mulher que fosse, eu me sentia segura do amor e do desejo que trocávamos. E isso não iria abalar meu sentimento.

Você sempre me perguntou porque eu tinha te escolhido dentre tantos, porque eu cismara contigo, quando você não poderia me dar nada? E, eu não te escolhi, porque não procurava nada. Smplesmente te amei, de todas as formas possíveis, imaginárias e transcedentes, eu queria ser tua. 

Você fugiu covardemente, impondo o silêncio e a acusação de algo que não fiz e isso determinou minha quase morte, quase vida, quase nada.

Tantas experiências, tantos homens e você.

E você!

Você que se negava a beijar minha boca, você que mesmo nas suas ausências, nas minhas carências e regras me fez femea completa. 

Você se foi de forma covarde e mentirosa.
Preciso conviver com isso, com essa falta, de amor, de tesão e de verdade.

Não consigo mais escrever, querer, pensar. Não consigo mais!

Eu só queria te dizer que me sentia segura ao teu lado, e amada apesar de você negar seu amor. Eu era desejada, querida e cumplice, e era sua !





Escape Myself



So many feelings
End up in here
Left alone I'm with
Oh, an atmoshere

I'm sick and I'm tired
Of reasoning
Just want to break out
Kick off this skin

I can't escape myself

Sexo, drogas e rock'n roll

SEGUNDA-FEIRA - Noite
Di, desculpa a ausência, mas o fim de semana foi caótico e não consegui parar para organizar as idéias.
Será que devo continuar daonde parei ou simplesmente deixar registradas aqui minhas impressões? Eu sei, eu que tenho q decidir esse aspecto. Vamos lá então.

Fiz muito sexo neste final de semana, só não fiz mais porque refuguei. Fugi das relações do meu mundo B. Mas assim mesmo fui assediada e não recusei.

Apesar de estar sexualmente satisfeita, me sinto vazia. O silêncio imposto. A saudade do corpo amado, me faziam criar paralelos, e nem sempre meus parceiros se sairam vitoriosos.

André, é um amigo de mais de 4 anos, a mais de 1 não nos víamos. Estava cheia de tesão e nem o banho conseguiu arrefecer. Vim escrever mais um pouquinho e ele me chama no bate papo. Veio me visitar. Conseguiu me dominar, fez tudo que eu gostava, me possui e me submeteu as suas vontades. Gozei como uma cadela, fiquei com minha bunda marcada das palmadas, mas quem conhece um dono natural, parece que qualquer outro é uma cópia mal feita, borrada e que em vez de saciar, só deixa a vontade maior.

Mick me deixou maluca, nos divertimos como duas crianças na chuva de verão. Ele é sempre uma ótima cia, e o sexo sempre rolou naturalmente, também a mais de um ano não nos víamos e o reencontro foi expontâneo. Comentei sobre um show que eu queria ir e ele prontamente me convidou. Depois do show um barzinho. Bebemos muito essa noite, fumamos um baseado e nem chegamos no apartamento, pois na garagem ele já me pegou, enlouquecido de saudade, me colocou sobre o capô do carro e lá mesmo começamos, subi ao apartamento nua e transamos até amanhecer!

Passei o fim de semana pensando nessa insatisfação que teimava em me perseguir e resolvi procurar o Dr. Danilo. Liguei e marcamos a consulta para hoje mesmo. Não sabia nem por onde começar, mas sentia que precisava dar esse primeiro passo.

De jeans e camiseta e jovem médico me recebeu com um sorriso nos lábios e uma curiosidade nos olhos.
Sentada no confortável sofá perguntei:
- Por onde devo começar? Visto que dor de amor não é doença psicológica....
- O amor não, mas a forma que você lida com ele, sim.
- Então tenho que contar sobre o amor? e como o sinto? e o que me dói?
- É um bom começo menina!
Sorrio diante do menina, e tento pegar a ponta do novelo das lembranças.
Não me sinto confortável com a situação e não consigo esboçar nenhuma palavra.
Dr. Danilo percebe meu desconforto e sugere:
- Quem sabes escreves uma carta para o seu amor?
Aceito o desafio, escrever nunca foi problema para mim.