Não é a toa que recebi este nome... além da sonoridade, tem um quê de justiça. E, seja lá o que for isso, me desperta simpatia! "E justiça seja feita!" .... Pra quem nasceu do desamor, só o que sobra, são sobras; inquietude e medo, mas acima de tudo justiça e respeito.
sábado, 30 de novembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Heart Of Glass
Lost inside
Adorable illusion and I cannot hide
I'm the one you're using, please don't push me aside
We could made it cruising, yeah
It's just no good
You teasing like you do
(nouvele vague)
Indo pro abatedouro
QUARTA-FEIRA - Meio Dia
Cheguei em casa esbaforida de calor, abro uma cerveja e vou para a sacada. Acesso meu perfil e vou ler as propostas, mas de 35 recados, muitos curiosos, que após algumas trocas de mensagens, já se mostravam inaptos.
Escolhi 3 perfis para responder com meu telefone e skype. Marcando os contatos para o começo da noite, já que minha tarde seria corrida.
QUARTA-FEIRA - 17h
Liga o primeiro - 30 anos, dote considerável, entre suas amigas reais, tinha uma que se vangloriava de ser muito exigente e seletiva, achei que seria um bom indicativo. Mas começou mal, me convidou para ir a um posto de gasolina, ver se tinhamos entrosamento. Negado o convite.
QUARTA-FEIRA - 17h30
Liga o segundo avisando que tinha surgido trabalho a noite e que não poderia me encontrar. E deixou pra avisar nos 48 segundos do segundo tempo?
QUARTA-FEIRA - 18h
Liga o terceiro, dizendo que não poderia também, mas esse confesso que me causou alívio, depois fui ver o perfil dele e vi que ele era amigo íntimo de uma mulher que já era conhecida por ser perigosa e barraqueira de marca maior, e tudo que eu não precisava era de uma mulher pegando no meu pé por causa de homem!
QUARTA-FEIRA - 18h15
Torna a ligar o primeiro, afirmou que gostaria muito de me conhecer e que seria do meu jeito então. Convite finalmente aceito, combinamos de nos encontrar em 45 minutos.
Escolhi um vestido preto com um decote generoso, sandálias pretas também de saltos, olhei a lingerie e resolvi descartar esse ítem. Rimel, perfume e um leve batom completaram o look. Me olhei no espelho e achei a mulher ali, apesar dos olhos tristes, muito atraente.
Acendi um baseado, abri uma cerveja e fiquei lendo e aguardando o amigo, que pontualmente me liga, informando que já estava a minha espera.
Já no carro notei que o rapaz era devagar. Nem um beijo no rosto para os cumprimentos iniciais.
- Vamos lá, pensei, quem está na chuva é para se molhar!
A escolha do motel também não fora boa, me lembrei que toda vez que passavamos em frente a esse motel, meu ex-amor comentava que ele era ruim. Como a cobertura não faz o bolo, resolvi que o melhor estava por vir, ledo engano.
Logo ele partiu prum sexo oral, sem um beijo, uma conquista, um papinho. Tudo bem pensei eu, vamos ao que importa, se bem que meio brocha eu já estava.
O sexo oral posso afirmar que foi bom, como fazia muito tempo que não sentia uma boca na minha xana, meu ex-amor, por ser dominador, não curtia. Gozei bem rápido e gostoso num 69, onde encharquei o moço, que se levantou assustado e com nojo, dizendo q nunca tinham gozado assim com ele, pedi desculpas, mas não consegui segurar uma risada. Para mim isso foi o anti climax total.
Mas ele se limpou e voltou com o falo erectus ainda. Fui ao barzinho da suite e não havia espumante, dei idéia de pedir na portaria, mas o rapaz não mordeu a isca, voltou para a cama para meter. Ele enlouqueceu com a minha bunda, metia na frente pensando na traseira. Dei um jeito de acabar loguinho com a transa, já estava completamente sem tesão com a situação e a frustração. Na terceira ou quarta metida dei minha rebolada Climax e ele se acabou.
Só estava pensando em me deleitar na enorme banheira, quem sabe no frescor e um papinho as coisas mudassem. Estava me dirigindo a ela quando o telefone do moço toca, com uma urgência familiar. Não sei se minha vontade era de chorar de frustração ou sorrir de alívio de que terminara minha péssima primeira saída.
Contato deletado e bloqueado. O encontro entre o transito e tudo durara 45min. Prometeu e não conseguiu cumprir. Quanto a amiga real dele que me induziu a escolhe-lo, sinto muito, mas é muito fraquinha !
O desejo anunciado
QUARTA-FEIRA - 9h da manhã
O meu tesão já esta insuportável, bem como o calor que faz lá fora, e isso que nem era verão ainda. Talvez fosse o meu fogo interferindo na biosfera, desequilibrando o ecossistema, rsrsrsrsrs, meu caro diário, eu só queria um pouco de bom sexo, uma hidro pra refrescar e um bom espumante para quebrar o gelo do desconhecido.
Resolvi colocar o anuncio para a tão desejada foda:
Primeiro Dia do Resto de Nossas Vidas
Querido diário, affff, que coisa mais Clichê, Dona Justine, primeiro porque ele nem é tão querido assim, vsto que faz parte de um periodo doente na minha vida. Conforme o doutor, uma passo para a cura. Vamos lá então!
TERÇA FEIRA:
Resolvi colocar ordem no meu apartamento, os vestígios de domingo a noite estavam por todos os lados, e o tesão no meu corpo insuportável.
Enquanto arrumo as coisas, fico imaginando cenas, programando meu dia vazio, e o tesão entre as coxas me fazem pensar só em uma coisa.
- Preciso de sexo - U.R.G.E.N.T.E.
Desde que terminara meu relacionamento, só tinha feito é ficar triste e completamente brocha, mas acho que a lavagem estomacal, também surtiu efeito na minha libido.
Resolvi vasculhar na internet algum lugar para marcar encontros casuais, e achei. Era um site muito parecido com o facebook, mas as fotinhos não negavam o propósito. sexo|sexo|sexo. Meus olhos se encheram de imagens de paus, bucetas, imagens escatológicas ( não por serem sexo, mas sim pelo nojo que provocavam á pessoas mais exigentes ). Resolvi fazer um perfil lá, que não demora 1 hora e já está lotado de convites de amizade.
Me senti desejada, isso foi bom pro meu ego, mas desastroso para as coisas que havia me programado a fazer. Passei a tarde toda trocando mensagens e conhecendo novos amigos.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Caminhando e pensando
Saindo do hospital, saquei o Ipod e os fones da bolsa e resolvi voltar caminhando para casa, precisava de ar puro e colocar meus pensamentos em ordem
Sometimes I hate every single stupid word you say
Sometimes I wanna slap you in your whole face
Woah oh oh
There's no one quite like you
You push all my buttons down
I know life would suck without you
Woah oh oh
At the same time, I wanna hug you
I wanna wrap my hands around your neck
You're an asshole but I love you
And you make me so mad I ask myself
Why I'm still here or where could I go?
You're the only love I've ever known
But I hate you
I really hate you
So much I think it must be
No princípio era névoa
Acordei assustada e zonza, já era dia e nem me lembrava de ter dormido.
A noite anterior era um grande nebulosa, onde aos poucos as lembranças começaram a tomar forma, a visita de Valentina e seu namorado, a tristeza imensa que senti quando me vi sozinha no apartamento. Fumei um baseado para relaxar, mais uma boleta pra garantir o sono, associado ao álcool foi um poderoso coquetel "foda-se o mundo", muito bem vindo... ô se foi.
Aos poucos percebo que não estou em meu quarto, aquelas paredes brancas, aquele cheiro característico não eram seus incensos. Hospital, estava em um hospital ...
- Como vim parar aqui meu Deus?
Nada mais fazia sentido, um hiato de tempo se instalara em minha mente, que por mais que eu quisesse montar uma ponte, não chegava a lugar nenhum.
Uma enfermeira entra no quarto, seu sorriso cansado me dizia que ela também não tivera um bom dia.
- Que faço aqui? Como vim parar aqui?
- Sua amiga lhe trouxe, a achou desmaiada em casa e pediu ajuda.
- Desmaiada?
- Sim, pelo jeito a senhora abusou um pouco da sorte na noite passada. Fizemos uma lavagem estomacal, vai sentir algum queimor hoje ainda, mas depois passa. Vou chamar o médico que vai lhe acompanhar no tratamento. Precisa de algo ? Perguntou enquanto media minha pressão.
- Água, por favor. Respondi cada vez mais zonza. Não me lembrava de nada , nem de dor nem de amor. For Got save ! Esbravejei !
Em pouco mais de meia depois entra o médico, sua juventude e displiscência em se vestir já me causa entranheza. Mas a zonzeira na minha cabeça não deixa analisar nada além disso.
- Olá Mocinha, sente-se bem? perguntou o jovem médico.
- Não, respondo eu.
- O que sente? Sentando-se na cadeira ao lado da cama.
- To zonza, com azia e muito confusa. Não sei como vim parar aqui, quem me trouxe, porque trouxe...
- Sua amiga a encontrou desmaiada em sua cama, informou uma garrafa de Wodka vazia e uma cartela de comprimidos para dormir, , também vazia, ao lado.
- E? indaguei.
- Você deu entrada como suicida.
- Suicida? Tomei 1 comprimido, ok, abusei da Wodka, e fumei um baseado, somente isso.
- Isso não se faz mocinha, mas deixe eu me apresentar. Sou Danilo, psicólogo desta unidade. E gostaria de ter alguns encontros pra conversarmos.
- Ãhmmmm ? tá de brincadeira não?
- Não, infelizmente, mas essa é uma decisão que só você pode tomar.
- Vou assinar sua alta, e aqui está meu telefone, disse ele lhe entregando um cartão.
Peguei a contragosto, e quando eu me forçava a sair da cama, ele sugeriu.
- Enquanto não decide, a Mocinha poderia começar a escrever, já escreveu algum diário de pensamentos? Extrair dessa mente atrmentada pensamentos obssessivos, compulsivos. O que você acha?
Cansada e mais zonza ainda, meu estomago ronca forte e caio na risada, Dr. Danilo me acompanha na graça e nesse momento eu afirmei que ia pensar sobre essa possibilidade.
São 17h de uma tarde azul e quente de uma segunda feira nebulosa!
Assinar:
Postagens (Atom)





